sábado, 8 de março de 2014

Casa nova

Aqui, neste blog, compartilhei muitos momentos e pensamentos de uma época boa. Algo que nada pode apagar, mas agora, depois de quase quatro anos, estou em uma nova casa, para compartilhar novas histórias. O domínio é outro, mas Madland sempre terá seu espaço nas minhas lembranças. Quem quiser acompanhar os novos textos, crônicas, contos e o que mais pintar, é só acompanhar o Escritos a Batom.
Fica meu muito obrigada a todos que ainda passam por aqui e espero que visitem e gostem da nova morada.

domingo, 25 de julho de 2010

Cultura e a internet

Sem dúvida a internet possibilitou um maior contato com livros, filmes, séries e músicas de todo o mundo, não tem como negar. Apesar disso, a pirataria também aumentou, e a indústria cultural não consegue ou tem muita dificuldade em se adaptar a esta nova realidade.
Hoje é possível que qualquer pessoa publique seu livro, já contamos com o serviço sob demanda para facilitar o processo; vídeos pipocam na internet, divulgando talentos que poderiam ter ficado ocultos se fossem explorados há alguns anos; os blogs deram voz para quem quisesse. A "Era da Internet" é a da acessibilidade, da participação.
Essa poderosa ferramenta, aliada da comunicação, do conhecimento, precisa apenas ser bem utilizada e de vontade para que sua exploração não se resuma ao café com leite das redes sociais (elas possuem seu lado positivo, mas a rede não pode se resumir a isso). Acredito que um dos fatores para que se tenha um melhor aproveitamento da internet é a falta de uma maior divulgação. Ainda assim, as coisas estão melhorando.

 
Descobri nesta semana um site muito interessante para que, apesar da vida corrida que todos temos, conseguirmos um tempinho para conhecer uma boa obra literária. O site LibriVox disponibiliza arquivos em áudio de livros de domínio público. As obras disponíveis podem ser encontradas em 13 línguas, incluindo o português. O interessante é que o projeto é desenvolvido com a colaboração voluntária, tanto para a gravação quanto para a revisão dos áudios. Fica a dica.

Namastê

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Vilão X Herói

Durante os últimos dias o assunto mais tratado nos jornais é o caso do goleiro Bruno. A história contada pelo primo do jogador sobre a morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta, chocou o país.
O que não faltou, no início do caso, foram os comentários sobre seu desempenho no esporte e de que ele teria "acabado com a carreira". Em 2009, Bruno foi considerado o "herói" da conquista do tricampeonato do Flamengo. Esta denominação é explicada pela importância que tem o futebol para a maioria dos brasileiros.
A projeção do herói, um personagem salvador, capaz de se sacrificar por outros ou por um bem comum desapareceu da vida de Bruno ante as acusações pela morte de Eliza. Aquele que um dia foi um herói se tornou o vilão, o personagem temido por todos, frio, imprevisível. Depois das suspeitas, a vida pessoal do goleiro veio à tona, colocando uma aura sombria sobre sua personalidade, antes não contestada.
Talvez seja tempo de refletirmos melhor sobre o "herói" e o "vilão", sobre quem projetamos expectativas ou revoltas a quem atribuímos a responsabilidades por conquistas ou derrotas. Bruno não deixou de ser quem é depois das acusações, da mesma forma, quem ele é hoje já existia no passado.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Cadê o R$0,01?

Se tem uma coisa que volta e meia me incomoda é o tal do R$0,01. Se a moeda não existe mais, parou de ser fabricada, por que diabos os comerciantes não arredondam o valor? De grão em grão... não preciso terminar, não é?
Sem o arredondamento do preço a pessoa paga R$6,00 por uma mercadoria de R$5,98. Mas o que eu fico muito, muito irritada, é quando o atendente do caixa não deixa passar a compra se eu entregar R$5,95 (utilizando o exemplo anterior). Nos locais em que o troco acaba sendo compensado, ou seja, algumas vezes entregam a mais, outras a menos, não me incomoda, o que incomoda é quando o local sempre fica devendo, e quando nos falta a maldita moeda, não temos este direito.
Enquanto ninguém resolve isso (o que deve demorar muito tempo e se um dia acontecer) tudo quanto é estabelecimento que me prega destas peças ridículas eu deixo de comprar. Ok, salvo em casos de extrema necessidade, como da última vez que atacou a enxaqueca e não tinha remédio. Não detalharei o caso aqui, pois eu não mereço lembrar disso.
Quem sofre é o pobre trabalhador que paga enquanto os proprietários de estabelecimentos como a farmácia em que fui obrigada a comprar, só por estar morrendo de dor, ficam, de centavo em centavo, construindo um cofre de Tio Patinhas.* Só para ressaltar, e já que eu lembrei disso de qualquer forma, tive que comprar na maldita farmácia porque todas as outras já estavam fechadas, e esta estava a poucos minutos de fechar as portas. Tive que correr em casa para pegar os centavos porque o dono não permitiu eu levar o remédio sem todas as moedinhas.

domingo, 4 de julho de 2010

E quem disse que seria fácil?

Quando eu era adolescente, assim como a maioria das meninas que estudaram comigo, costumava brincar de descobrir como seria minha vida no futuro, tudo escolhendo um número que, se não me engano, era o da idade em que eu queria me casar. A partir dai contávamos este número e fazíamos eliminações ao redor de opções como quantos filhos, o nome do futuro marido (!!!) e etc. Engraçado como tudo parece simples quando somos crianças.
Com o passar do tempo construímos novos sonhos, e alguns costumam persistir, mesmo que pareçam totalmente absurdos - afinal, podemos ser os sortudos das estatísticas. O problema nessa história toda é a expectativa. Ela estressa, entristece e frustra.
No fim aprendemos, não sem sofrimento, que nada acontece da maneira menos difícil, tudo exige muito suor, dedicação extrema e, claro, dos sonhos, não baseando a vida toda neles, achando que a felicidade não pode existir se nada se concretizar, mas buscar a realização dos nossos objetivos, aqueles que sabemos que com esforço, podem dar certo. Se os improváveis podem acontecer é questão de tempo- dizem que ele tem todas as respostas.
Por falar em tempo, consigo até imaginá-lo como um personagem que vive em uma eterna mutação. Pode assumir as características de uma criança travessa ou de um sábio que já viveu o suficiente para presenciar e conhecer bem a crueldade e a bondade humana.
Quanto a mim, por enquanto, fico curiosa com o que pode acontecer. Tantos sonhos já se extinguiram que imagino ser provável que algum deles se concretize só para me surpreender. Entre esse período, do provável e improvável, sigo na luta com planos para viver e suportar o que já conheci da capacidade que o ser humano tem de provocar o horror na vida real.

domingo, 27 de junho de 2010

Sobre novelas e séries

Se tem uma coisa que eu não consigo acompanhar é novela. Não digo que nunca assisti, porque eu já acompanhei novela e já gostei muito, mas... vou citar o exemplo da novela "das oito", Passione. Me perdoem os fãs, mas que sotaque é aquele? É absurdo, mais do que forçado. No dia que assisti, ao menos, vi somente um ator cujo sotaque parecia mais natural, do jovem Miguel Roncato.
Mas quem explica a razão de precisarmos de novelas que se passam em Marrocos, Índia, Itália, Grécia e sei lá mais o que vem por ai, sendo que tem tanto o que contar sobre a incrível diversidade encontrada em um único país? Quem não consegue perceber o contraste entre os estados da Região Norte e do Sul? O que falta? Por que é tão difícil atualmente fazer algo com o que temos? Sinceramente, podem dizer o que for, mas neste sentido, consigo assistir um capítulo inteiro da reprisada A história de Ana Raio e Zé Trovão mas não de Passione.

Capítulos a parte, são as séries que conseguem me viciar, de não perder um só episódio e ficar doida para querer comentar e analisar cada um deles. Depois de me sentir frustrada com o final de Lost (afinal, seis anos e aquela conclusão que não concluiu nada), resisti e continuei acompanhando outras séries, sob o risco de me decepcionar no final. Nos últimos meses foram Bones, True Blood, The Big Bang Theory, Dexter e Chuck que marcaram presença na minha tela. Cada uma com seu gênero bem definido, com a devida intensidade, fez por merecer minha atenção - apesar de andar com um pé atrás com a última, que está perdendo o fio da meada e está se tornando cansativa, previsível.
Aqueles que quiserem comparar a saga Crepúsculo com True Blood precisam assistir primeiro (todas as temporadas disponíveis). Não tem comparação. Entre vampiros purpurinados e os que viram churrasquinho (ou pó), fico com o último. Quando comecei a assistir a série achei que as cenas de sexo eram apenas apelativas, e quase parei de acompanhar (porque achava que não precisava de tanto afinal, quem quiser que alugue um filme do tipo), mas isso mudou e não pude mais deixar de assistir.

Quem pensou que eu não gosto de séries brasileiras, se enganou. O problema é que atualmente não tem passado nenhuma que atraia minha atenção.

Fico por aqui, aguardando o próximo episódio.


domingo, 20 de junho de 2010

De volta - outra vez

Existem coisas na vida que volta ou outra temos recaídas. Algumas vezes se instalam definitivamente em nossas vidas, em outras não. Só o tempo pode dizer o que virá.
Senti falta daqui. Há meses pensei em voltar, com novo layout, cheguei a trocar, mas me arrependi e foi assim que perdi o cabeçalho anterior e adiei novamente a volta. Enfim, a necessidade de escrever, cada vez mais, por fim, falou mais alto.
Desde que fechei o blog muitas coisas aconteceram. Boas e ruins. Mais ruins do que boas, para ser sincera. Melhor não tentar resumir por aqui, talvez futuramente eu conte as histórias deste longo intervalo.
Uma das coisas que posso dizer hoje é que neste tempo em que estive ausente abri uma conta no Twitter. O site tem lá suas utilidades, mas a restrição de caracteres não permite um aprofundamento em qualquer assunto. Quando você começa a se empolgar no que escreve, tem que cortar. A velha lição que aprendemos no curso de Jornalismo. Mesmo assim, digamos que para o jornalista o Twitter está para um título de duas linhas por seis colunas (ok, um pouco mais que isso). A ideia é apenas dar a informação essencial (dependendo do caso fica mais para não-essencial). Apesar de postar uma vez ou outra, não me acostumei, ou melhor dizendo, o site não se tornou tão necessário que eu vá postar via celular. Até me cadastrei, mas nem precisei.
Bom, por hoje fico por aqui. Apenas um desabafo, para tirar o pó.
Aguarde que vem mais por ai, em breve.
Namastê (o que me lembra Lost, que rende assunto para outro post, mas não hoje...)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mudanças

Estou no último semestre do curso de Jornalismo, ainda sinto que há muito a aprender. O importante é que sei o que devo fazer, tenho idéia do que me espera pela frente em diversas alternativas. Apesar das dúvidas com qual caminho eu poderei seguir, a certeza é que me dedicarei ao máximo, buscando sempre seguir os conselhos dados pelos professores.
Se tudo der certo e eu me formar agora, sentirei falta destes dias da universidade. Não esquecerei das amizades, das lutas, dos momentos mais tristes e dos mais felizes. Das conversas na cantina, das brincadeiras e das críticas. Tudo foi muito importante.
Queria poder guardar tudo na minha memória, mas sei que com o passar dos anos perderei muitos detalhes. Já sinto falta.
Sou muito grata por todos os momentos, e por todos que proporcionaram que eles existissem na minha vida.
Até a próxima.

domingo, 6 de setembro de 2009

Monet

The Water-Lily Pond - Claude Oscar Monet - 1899

The show must go on

O calor lá fora volta a se mostrar... já vi o tempo com uma felicidade maior. Conservei muitas esperanças para manter a pulsação, acreditando que somente elas poderiam me levar à plena felicidade. Um sentimento tão esperado, vivido sozinho, enganado. Foi tolice, vejo hoje como fui ingênua em crer que um dia ele seria recíproco. Cheguei a pensar que tivesse sido.
Cada passo já significa uma vitória. Estar melhor hoje não foi muito fácil. O tempo de ausência foi um dos piores, e o maior remédio para o que me atormentava estava tão perto... não é a solução, mas tem sido um dos grandes apoios e espero que nunca me falte: a força para escrever, transformar imagens que me atormentam, implorando para serem postas para fora, em palavras.
Ainda existe dor, mas, desta vez, eu realmente quero que ela desapareça. Quero esquecer, fazer com que seja algo melhor, menos doloroso, mais... fraterno.
A balança não pode pender só para um lado, mas conseguir este ajuste tem sido difícil, uma conquista a cada momento.