domingo, 6 de setembro de 2009

Monet

The Water-Lily Pond - Claude Oscar Monet - 1899

The show must go on

O calor lá fora volta a se mostrar... já vi o tempo com uma felicidade maior. Conservei muitas esperanças para manter a pulsação, acreditando que somente elas poderiam me levar à plena felicidade. Um sentimento tão esperado, vivido sozinho, enganado. Foi tolice, vejo hoje como fui ingênua em crer que um dia ele seria recíproco. Cheguei a pensar que tivesse sido.
Cada passo já significa uma vitória. Estar melhor hoje não foi muito fácil. O tempo de ausência foi um dos piores, e o maior remédio para o que me atormentava estava tão perto... não é a solução, mas tem sido um dos grandes apoios e espero que nunca me falte: a força para escrever, transformar imagens que me atormentam, implorando para serem postas para fora, em palavras.
Ainda existe dor, mas, desta vez, eu realmente quero que ela desapareça. Quero esquecer, fazer com que seja algo melhor, menos doloroso, mais... fraterno.
A balança não pode pender só para um lado, mas conseguir este ajuste tem sido difícil, uma conquista a cada momento.

sábado, 5 de setembro de 2009

Muito cedo

Farrokh Bommi Bulsara completaria 63 anos neste quinto dia de setembro. Sua morte, em 1991, aos 45 anos, não significou o fim de sua obra. O talento do vocalista de uma das mais populares bandas da década de 80 não deixou de ser exaltado ainda hoje. O Queen não existiria sem Freddie Mercury.
Não somente a voz deixou sua marca, suas performances em palco eram incríveis. Gostaria de ter tido a oportunidade de ir a um show do Queen, sei que valeria cada centavo. Quando a banda veio, no ano passado, com Paul Rodgers como vocalista, de início senti uma certa vontade de conferir Brian May e Roger Taylor em apresentação em São Paulo, mas Freddie era a vida do Queen. Assisti a um vídeo de May cantando "Love of my life" em um dos shows desta turnê... a voz melancólica e vacilante do guitarrista... me emocionou, mas a música não teria me tocado se tivesse a interpretação de Rodgers.
O Queen está na minha vida desde muito cedo. Minha mãe conta que antes de eu nascer, quando a banda veio ao Brasil, ela era doida para ir a um dos shows, mas, infelizmente, não pode. Em compensação ela colecionou tudo o que saía na mídia e comprou todos os LP's.
Não posso me considerar fanática pelo Queen, mas é uma das minhas bandas preferidas, e Brian May é o guitarrista que eu mais admiro (não apenas pela música, mas por inúmeros motivos).
Freddie Mercury foi incrível... a energia emanada em sua voz, felizmente eternizada, penetra na nossa alma, iluminando-a. A presença de palco não tem comparação... difícil aparecer alguém à sua altura.
Um brinde à data em que o mundo foi agraciado com o nascimento de um dos seus melhores.

Gagged in Brazil - Censura na Imprensa

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Preguiça!!!!!

Morrendo de sono e preguiça... não vejo a hora de dormir até cansar (o.O").
Queria a receita de um certo bolo... @_@ Vou ver se preparo uma torta holandesa especial =D
Final de semanaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Feriadooooooooooooo!!!!!!!!!! Descanso, demorouuu......

domingo, 30 de agosto de 2009

Creio nunca ter sido amada...

Se se morre de amor
(Golçalves Dias)

Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d'amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D'amor igual ninguém sucumbe à perda.

Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração — abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos,
D'altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr'ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D'aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!

Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d'ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!

Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d'êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;
Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;
Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, — se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ânsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!

Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!

domingo, 16 de agosto de 2009

Elvis Presley - Última Apresentação - Unchained Melody

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Considerações sobre a nova lei antifumo

Apesar do que empresários e fumantes possam estar reclamando agora, acredito que há uma certa necessidade de se parar para pensar um pouco no terceiro. O não fumar em locais fechados e em que não há uma boa circulação de ar depende de um pouco de lógica e respeito, educação. Quem não fuma não deve ser obrigado a fumar passivamente porque o fumante não se preocupa em se locomover, respeitando assim a saúde do outro. O fumar ou não é da conta de quem faz a escolha, mas esta não deve ser imposta à vida de quem decide optar pelo não.
Eu não gosto que fumem perto de mim porque a fumaça de alguns cigarros me ataca a rinite e, além disso, qualquer cigarro deixa cabelos e roupas fedendo, mesmo dos fumantes passivos. Bom, eu não gosto de ficar com cheiro de fumaça de cigarro... me lembro que até minha irmã, quando fumava, ficava aborrecida com o cheiro que ficava em sua roupa.
Além de campanhas que possam colaborar com os fumantes que desejam abandonar o vício, mas vai também destes se empenharem para largar o cigarro.

Leitor eletrônico da Sony

Há pouco mais de uma semana me rendi à leitura de livros em meios eletrônicos e, sobretudo, no celular. Este pequeno dispositivo (inicialmente planejado para a comunicação entre duas pessoas) ganhou créditos comigo por ser leve e eu o carregar para todos os lugares, facilitando o meu acesso à leitura em momentos de puro tédio forçado. Então, pouco depois de eu iniciar minhas leituras no telefone móvel (que se tornou o "canivete suíço" dos nossos tempos) soube do lançamento dos mais acessíveis leitores eletrônicos da Sony, o que me deixou com vontade de ter um desses. Porém, enquanto não tenho um, continuo com meu Sony... Ericsson.


Aceito como presente de aniversário adiantado =D

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Marilyn

01/06/26 - 05/08/62